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Bodas de Ouro: Eficácia e voluntariado movem ações de Rede Feminina de Combate ao Câncer





Em abril de 2021, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Caetano do Sul completou 50 anos de atuação na região do Grande ABC. Com mais de 200 associados, destes 105 voluntários atuantes na instituição, colaboradores anônimos, apadrinhamento das sedes em Mauá e Diadema, a Rede sul-caetanense celebrou bodas de ouro com ações virtuais, devido a pandemia da Covid-19.


“Nossa diretoria de Comunicação preparou diversas inserções de esclarecimento e alerta ao tratamento precoce e histórico da instituição, nas mídias escritas e site. Além disso, foi idealizado pela diretoria de Evento Social um ‘pin’ comemorativo,vendido às voluntárias e demais interessados”, afirmou Maria Lúcia Mendonça, atual presidente.


Durante todo período de trabalho, a reivindicação da aquisição de mamógrafo na cidade de São Caetano do Sul, a luta pelo tratamento quimioterápico na cidade, a inserção da lei antifumo, auxílio na aquisição do pagamento para tratamento oncológico pelos planos de saúde e Estado e iniciativas em prol do Outubro Rosa destacam-se entre as conquistas.


“Só posso dizer gratidão, por fazer parte dessa instituição onde aprendi muito como voluntária e que tive o acolhimento quando paciente.Um ombro amigo, um sorriso, uma palavra de estímulo. Esse é o nosso trabalho e quando necessário uma ajuda material. Que Deus nos dê força para continuarmos nossa missão”, comentou Ada N. V. Abate, vice-presidente.


A pandemia

Assim como outros projetos sociais, a Rede Feminina de São Caetano sofreu algumas mudanças e impactos para viabilizar atendimentos e auxílio aos pacientes em situação de vulnerabilidade social.


Os atendimentos foram realizados com entrega de cestas básicas,suplemento alimentar, remédios, leite em pó e produtos de higiene pessoal. “A instituição tem cumprido sua missão, mas a medida que cresce precisa conquistar novos objetivos, participar de eventos para divulgação do trabalho, quando for possível”, relatou Mendonça.


Além disso, a população da região pode contribuir efetivamente com a continuação dos serviços prestados aos pacientes oncológicos da rede. As doações podem ser realizadas por meio de alimentos, recursos financeiros, filiação como sócio-contribuinte ou voluntário.


“Nosso desafio maior é dar o atendimento ao paciente carente, sem os recursos que arrecadamos nos eventos festivos e culturais. Ainda lidamos com a impossibilidade do acolhimento mais amoroso ao paciente, devido ao distanciamento imposto pela pandemia”, contou Maria Lúcia.


Continuação da história


Integrantes da Rede Feminina de São Caetano do Sul (foto tirada antes da pandemia)


O desejo de retorno aos eventos sociais, festas celebrativas e abraços calorosos é partilhado por todos que integram a atuação da instituição. Por isso, a programação pós-pandemia segue firme e promete trazer muitas atividades.


“Vamos organizar eventos festivos, chás, bingos, bazares de semi-novos e de artesanato. Palestras presenciais com temas voltados ao voluntariado, temas de conscientização do tratamento precoce e orientações gerais. Comemorar num grande evento nosso Jubileu de Ouro”, pontuou a presidente do biênio 2020/21.


Relatos de superação e carinho

“A Rede Feminina representa para mim, o exercício pleno do amor ao próximo. Queria ajudar, mas sou ajudada! Queria levar a paz, e ela retorna a mim! Queria ser a fé, e ela me sustenta! Queria levar esperança, e fico saciada dela! Queria amar meu semelhante e é ele que me ama! Que trabalho poderia desejar a mim no outono da vida?”, compartilhou Ana D. P. Chies, vice-presidente.


“Em 2006, continuando o trabalho de minha mãe, Santina Moretti, fundadora desta Rede,retornei ao meu voluntariado no hospital Heliópolis.Trabalho que muito nos orgulha pelo grande suporte dado aos pacientes e familiares, tornando os seus tratamentos mais humanos.Um exercício de amor e fraternidade que muito nos honra exercer”, disse Sonia Moretti Regis, voluntária da fundação.


“Há 50 anos, inicialmente sob a inspiração da Sra Carmem Prudente, procuramos apoiar os pacientes com câncer e seus familiares. Como o bem é contagioso, inúmeras pessoas nos apoiam nessa caminhada, que jamais poderíamos percorrer sozinhas. Não perdemos de vista o trabalho intenso de prevenção que é o melhor remédio.Fazer o bem, faz bem”, ponderou Maria Evani Moraes, diretora do departamento jurídico.


“50 anos de acolhimento, participo da entidade há 22 anos no departamento do artesanato, quanta experiência adquiri, quantas histórias ouvi, mas o mais importante é poder dizer sim as pessoas que nos procuram e senti-las bem mais leves ao saírem. Que Deus nos permita continuar, isso nos fortalece”, comentou Clarice Piqueira, artesã voluntária.


“Estou na Rede há 18 anos, já fiz de tudo um pouco e gostei da sensação de ver estampado no rosto de quem nos procura uma gratidão imensa.Somos seu ultimo recurso de ajuda.Aqui encontram um sorriso, um abraço e as vezes isto é o que mais precisam. A rede me fez crescer como pessoa, mãe e avó”, celebrou Marlene D. Santi, secretária.

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